Olho pela
minha janela e observo uma selva de pedras, não tão distante de meus olhos
acostumados a ver o mar. Não sou o tipo de garoto que gosta de praia, muito
menos de cidade pequena. Confesso que nasci para estar na multidão, no meio de
grandes edifícios e respirando o tão estranho cheiro da poluição. Mas o destino
me reservou viver grande parte do que já vivi à beira do mar, observando a
natureza, não será assim para sempre, mas as memórias do que já foi a beleza
não podem ser destruídas pelo o que nós chamamos de ganância. Respiremos o puro
ar e não deixemos que a selva de pedras nos afogue em um mar de concreto.

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